O tráfego cresceu, mas se concentrou ainda mais
No último ano, o volume de indicações ou referências (referrals) do ChatGPT aumentou expressivamente. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o chamado tráfego de referência cresceu 206% .
O problema é onde esse tráfego foi parar. Os dez domínios mais beneficiados concentram mais de 30% de todos os cliques, com o Google, sozinho, respondendo por 21,6% desse total.
Para quem está fora desse grupo, a realidade é uma cauda longa de tráfego mínimo.
O ChatGPT usa menos a web do que antes
Essa concentração faz mais sentido quando se entende como o ChatGPT decide buscar informações externas. Atualmente, o modelo aciona busca na web em apenas 34,5% das consultas, queda considerável em relação aos 46% registrados no final de 2024.
Na prática, o ChatGPT responde a maioria das perguntas com o que já sabe, sem consultar fontes externas. Isso limita diretamente a chance de qualquer site ser citado ou receber visitas a partir dessas interações.
A busca ao vivo é acionada principalmente quando o usuário pede fontes explicitamente, quando a pergunta envolve eventos recentes ou quando o modelo não tem confiança suficiente na própria resposta.
O comportamento de quem usa o ChatGPT mudou
Dentro desse contexto, o perfil das consultas também é diferente do que se vê no Google. Entre 65% e 85% dos prompts não correspondem a palavras-chave tradicionais, refletindo entradas mais conversacionais e complexas.
Isso tem implicação direta para quem trabalha com SEO: estratégias baseadas apenas em palavras-chave curtas capturam mal esse comportamento. O usuário do ChatGPT formula perguntas, não termos.
Ao mesmo tempo, o È o nível de interação e interesse do visitante com o conteúdo do site depois que ele entra na página. aprofundou. O número de consultas por sessão cresceu 50% no final de 2025, o que indica que as pessoas estão explorando mais cada conversa antes de sair para um link externo.
O que isso significa para visibilidade nas IAs
O estudo reforça um ponto que o mercado ainda subestima: estar presente nas respostas do ChatGPT não garante tráfego. O modelo cita, mas não necessariamente envia cliques.
A estratégia de GEO precisa considerar dois objetivos distintos: ser citado como referência confiável dentro da resposta e ser escolhido quando o modelo decide buscar e indicar uma fonte externa. São caminhos diferentes, com requisitos diferentes de estruturação de conteúdo e autoridade.
Quem trata GEO apenas como “SEO para IA” perde essa distinção.
Você já analisa como sua marca aparece nas respostas do ChatGPT? Compartilhe este artigo com quem ainda acredita que presença em IA é só uma questão de ranking.
Perguntas e respostas
O ChatGPT realmente envia tráfego para sites?
Sim, mas de forma muito concentrada. O tráfego cresceu 206% em um ano, mas mais de 30% vai para apenas dez domínios, com o Google liderando com 21,6% desse total.
Por que o ChatGPT manda tráfego para o Google?
Porque quando aciona busca externa, o Google é a fonte mais frequente. Além disso, usuários que precisam de mais informações tendem a ir ao Google como próximo passo natural.
Faz sentido investir em GEO se o ChatGPT pouco envia tráfego?
Sim. Ser citado como referência nas respostas constrói autoridade de marca, mesmo sem clique imediato. A influência sobre a decisão de compra acontece antes do tráfego.
O ChatGPT vai substituir o Google como fonte de tráfego?
Os dados de 2026 não apontam nessa direção. O ChatGPT usa a web cada vez menos e o comportamento de quem usa a ferramenta é mais conversacional do que transacional.



